5 lendas urbanas de Porto Alegre

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Lendas urbanas de Porto Alegre

Traição, assassinato, canibalismo, pragas… Mistérios que rondam a cidade.

Vamos ver aqui 5 lendas da cidade para quando você passar pelas ruas, lembrar delas.

Essas lendas urbanas acontecem em grande parte pelo centro histórico de Porto Alegre e a primeira delas e mais famosa é a da Rua do Arvoredo, ou atual Rua Fernando Machado.

Diz a lenda que, por volta do ano de 1863, um açougueiro e sua mulher matavam pessoas para fazer linguiça. Sem saber da verdadeira origem dos produtos, os consumidores faziam fila para comprar a iguaria mais recheada e deliciosa que Porto Alegre já teve….Os acusado eram: José Ramos, sua esposa húngara, Catarina Palsen e o açougueiro alemão, Carlos Klaussner. No açougue, foram encontrados corpos de dois adultos e um menino. Como faltavam parte dos corpos, a imaginação não deixou barato e surgiu a lenda que teriam virado linguiça. O caso foi parar na Justiça e o casal foi condenado.

Foto: Click RBS

Uma história de ciumes na cidade que originou a história da Maria degolada. O Morro da Conceição abriga uma das histórias mais clássicas da cidade. O crime, que se tornou lenda urbana, aconteceu no final do século XIX. Maria Francelina namorava um soldado da Brigada. Quando estavam em uma confraternização com amigos, ele teve uma crise de ciúmes e a degolou. Maria morreu próximo a uma figueira, em cima de um morro. O povo acredita que ela virou Santa, ajuda os necessitados, principalmente as mulheres. Ele foi julgado e condenado a 30 anos de reclusão na Casa de Detenção de Porto Alegre, onde acabou sendo assassinado por outro preso 7 anos depois.

As mortes trágicas ocorridas no começo do século XX no casarão onde hoje funciona o Museu Júlio de Castilhos dão ao local a fama de mal-assombrado. Na época, o então governador do Estado Júlio de Castilhos se mudou para o casarão para viver com a sua mulher Honorina e seus filhos. Em 1903, no entanto, o político morreu em casa, durante uma cirurgia para remover um câncer na garganta. A mulher, inconformada com a morte do marido, se suicidou em casa três anos depois.

Foto; Jornal do Comércio

Em 1833, quase na mesma época da história macabra do açougue, a Igreja da Nossa Senhora das Dores, que também fica no Centro, estava sendo construída. Segundo a lenda, um escravo que foi enforcado no local jogou uma praga sobre a construção. Ele havia sido acusado de roubar a tiara de Nossa Senhora, mas jurou inocência e invocou uma maldição: a igreja nunca ficaria pronta.

“Até hoje a comunidade envolvida com a igreja sente a presença dessa praga. Quando uma obra atrasa aqui, seja no salão paroquial ou na casa do padre, todo mundo fala que o negro Josino anda por aí”, diz Lucas Volpatto, funcionário da igreja.

A outra história é a do Castelinho do Alto da Bronze. Não é bem uma lenda urbana, apenas de um maluco e uma construção medieval, mas caiu na boca do povo como lenda urbana.

O político Carlos Eurico Gomes, que em 1940 se apaixonou perdidamente por Nilza Linck, uma moça de 18 anos e decidiu mantê-la enclausurada no Castelinho do Alto da Bronze, que curiosamente fica na mesma rua da lenda do Açougue Canibal, no cruzamento da Rua Fernando Machado com a Rua General Vasco Alves. Eurico e Nilza moraram juntos no castelinho durante quatro anos. Ele era extremamente ciumento e, segundo reza a lenda, ela ficava no terceiro andar sem poder descer e nem se aproximar das janelas.

Você pode ler o relato da própria Nilza aqui

Já conhecia alguma dessas lendas urbanas? Conhece mais alguma?

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