Os melhores locais em Antonina – Paraná

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Antonina, assim como Morretes, é uma cidade litorânea próxima a Curitiba com grande valor histórico para o estado.

Famosa também pelo prato tradicional, o Barreado e pelas balas de bananas, você pode passar um tranquilo dia, final de semana ou alguns dias com história, passeios de barco e sabores.

Neste post vamos ver um pouco da história, o que fazer, onde comer e onde ficar pela cidade.

Minha segunda vez na cidade e, desta vez, 4 dias para explorar melhor os “cantos”. E por que resolvi vir a Antonina? Curitiba, onde vivo em plena época de pandemia, estourando e minha paciência já terminando, precisava de um local calmo e Antonina me pareceu um local ideal…e foi!

1) HISTÓRIA

A cidade fica de frente para Baía de Antonina,  contornada por uma cadeia de montanhas da Serra do Mar. Antonina começou sua história no século 17 com o Ciclo do Ouro e, logo após, no século 19, ficou novamente famosa  pelo Ciclo da Erva Mate que provinha do interior do Paraná e trazida até o porto. 

A cidade, que já foi lar dos índios sambaquis no final da década de 1640, hoje , com cerca de 19.000 habitantes. Graças aos índios, hoje temos a Estrada da Graciosa, um dos acessos à cidade. Por essa rota eles migravam para o litoral nos meses mais frios do ano e sobreviviam por meio da pesca e da cata de mariscos.

2) O QUE FAZER NA CIDADE

Antonina é uma cidade para você curtir o sossego, gente simpática, mas sem badalações. Lembrando que é uma cidade histórica e bem com a cara e ares de interior.

Basicamente, a parte mais turística resume-se ao centro histórico, o qual pode-se fazer a pé e no meu caso, fiz de bicicleta.

2.1 . CENTRO HISTÓRICO

O centro histórico de Antonina apresenta edifícios com características do colonial brasileiro, eclética e art-deco. Por seus valores históricos e paisagísticos, o centro histórico de Antonina foi tombado pelo IPHAN em 2012.

2.1.1. PRAÇA CORONEL MACEDO

A principal praça da cidade. Já foi chamada de “Campo da Matriz”, “Pátio da Matriz” e “Praça da República”, era ali que aconteciam as cerimônias mais marcantes dentro da história da cidade. Agora denominada Coronel Macedo em homenagem ao Prefeito que dedicou especial cuidado ao mais antigo e belo local da cidade, que possui em seu entorno, diversos monumentos que provam o o ciclo da erva-mate. O coreto, o chafariz e algumas árvores raras além do busto em bronze e a carta testamento de Getúlio Vargas.

No entorno da praça, você encontra casas e alguns prédios históricos e tombados, os quais agora são residências, hotel e pousada.

A praça é um local para você ser “local” também e sentar após almoço, fim de tarde, tomar um café em um dos dois bares na ponta da praça e conversar com locais.

2.1.2. IGREJA NOSSA SENHORA DO PILAR

Segundo a história, Antonina começou a partir desta pequena colina, quando duas irmãs católicas resolveram construir uma igreja em homenagem a Nossa Senhora do Pilar, em 1715.

A igreja fica na parte mais alta da cidade podendo dali, ter uma vista fantástica da baía de Antonina.

2.1.3. RUA CARLOS GOMES DA COSTA

Na parte inferior da Praça Macedo, encontramos a rua Carlos Gomes da Costa, também chamada de “Rua do Samba”, pelo fato de ali acontecer um dos carnavais mais animados do sul do Brasil.

Ao longo desta rua encontramos vários locais de interesse como: a segunda escola mais antiga do Paraná. A Escola Brasílio Machado fundada em 1885 e hoje funciona como escola técnica profissionalizante.

Mais um pouco adiante, encontramos o Theatro Municipal, construído em 1885 e várias personalidades brasileiras já se apresentaram em seu palco, entras elas, Carmem Miranda. Infelizmente, em época de pandemia, não foi possível entrar para visitar o local e ver a galeria de famoso que por lá passaram..

Mais à frente encontramos a Igreja São Benedito, a qual foi construída por escravos na época do império. Esta igreja era refúgio religioso dos escravos que viam no milagroso Santo, o seu protetor contra a perseguição do homem branco.

2.1.4. RUA XV DE NOVEMBRO

A rua XV é outra rua da cidade dedicado ao comércio, com lojas, farmácias, prédios do governo e padaria. Nesta rua onde se encontra a maioria dos prédio históricos. Aqui podemos destacar a Pharmacia Internacional , a qual é um marco centenário de Antonina. Tombada como patrimônio histórico , o estabelecimento foi aberto ao público como museu recentemente. A farmácia guarda cerca de 3 mil objetos, dentre eles frascos, equipamentos e medicamentos antigos, além da mobília original, da década de 1930. Endereço: R. Quinze de Novembro, 202.

Nesta rua você também encontra o prédio da Prefeitura do Município. Diz a história que Dom Pedro II ficou hospedado neste prédio quando de sua visita a Antonina. Há uma placa em bronze na porta do edifício mencionando a visita do imperador. Endereço: R. Quinze de Novembro, 150.

Algumas fotos da rua e adjacências:

2.1.5. FEIRA MAR

Ou Praça Romildo Gonçalves Pereira, um local à beira da Baía de Antonina, onde você pode sentar, beber água de côco, caminhar, apreciar a baía, os morros e os barcos de pescadores e passeios que ali atracam no trapiche.

2.1.6. MERCADO MUNICIPAL

O Mercado Municipal, na realidade, não é bem o tipo de mercado que pensamos com frutas, verduras e etc. ..apenas algumas poucas lojas de artesanato, uma peixaria, pastelaria e um restaurante. Mas vale almoçar ali pela vista da baía.

2.1.7. ARMAZÉM MACEDO

Tombado em 2012 pelo Iphan, o Armazém Macedo trás 300 anos de um raro exemplar de arquitetura industrial de meados do século XIX, que representa a fase áurea da industrialização e da atividade portuária no estado. As ruínas do Casarão à beira mar era dividida em duas partes, uma destinada ao depósito de ervas mate, a principal atividade econômica do século XVI na Província Del Guairá, atual norte do Paraná, e a outra destinada a habitação dos Macedo. A área onde se encontravam as ervas possuía um piso em arcos com meio metro de altura, evitando que as ervas entrassem em contato com o solo molhado pela maré.

Os edifícios restaurados abrigarão um Centro Cultural e Gastronômico, com espaço para exposições, auditório e biblioteca, além de atividades comerciais com lojas, cafeteria e espaços abertos de convivência.

Foto: Thiago Afonso de Souza
2.2. FONTE DA CARIOCA

Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1969, foi o único meio de abastecimento da cidade, desde 1867 até o final da década de 30. Consta que a fonte recebeu a visita do imperador D. Pedro II em 1880, o qual bebeu da fresca e cristalina água, envolta em crenças populares (segundo a tradição, quem beber daquela água retornará ou ficará na cidade).

Hoje a fonte está seca, mas é uma praça agradável se você quiser descansar um pouco embaixo das árvores e também visitar a rua Carlos Gomes da Costa, bem em frente, onde tem uma arquitetura interessante e também alguns bares.

Endereço: Rua Teófilo S. Gomes entre as ruas Rua Padre Pinto e Dr. Bruno.

2.3. CONJUNTO SAIVÁ

A Igreja do Bom Jesus de Saivá e a Estação Ferroviária fazem parte do conjunto histórico e paisagístico da cidade, tombado e reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Iphan desde 2012.

A Igreja do Saivá, monumento histórico do século XVIII, teve sua construção iniciada provavelmente entre os anos de 1789 e 1817, quando a mulher do Capitão-mor da cidade, o ilustre Manoel José Alves, fez promessa de construir uma capela dedicada ao culto do Senhor Bom Jesus se obtivesse a graça de ser curada de uma grave enfermidade. Em virtude do falecimento de seus principais patronos em 1837, a capela não foi concluída, dependendo de outros donativos para o seu término. O monumento religioso foi tombado em 1970 e, completamente restaurado em 1976.

Está localizado próximo a Estação Ferroviária, na Praça Carlos Cavalcanti.

A Estação Ferroviária, inaugurada em 07 de setembro de 1922, por ocasião das festividades de comemoração do Centenário da Independência do Brasil. A Estação Ferroviária de Antonina, terminal ferroviário da Linha Morretes – Antonina, é um exemplo vivo da fase áurea do mate, quando Antonina se destacava como o quarto porto brasileiro. A construção deste prédio data do ano de 1916, após o incêndio que destruiu a pequena estação em madeira. Para ler a história completa da estação, veja aqui.

A estação foi revitalizada e hoje abriga um ótimo bistrô (experimente o bolo com calda de goiabada), uma loja de artesanato onde você também pode encontrar a famosa cachaça local. Veja mais sobre a loja aqui.

O local também conta com exposições e um passeio de Maria fumaça entre Antonina e Morretes, com saídas aos sábados pela manha e tarde, e também aos domingos.

Endereço: R. Uruguai, Antonina.

2.4 PONTA DA PITA

Um pouco distante do centro encontramos a Ponta da Pita, local bem popular em Antonina para pescaria, descanso e local com vários bares e restaurantes. Infelizmente imprópria para banhos, por enquanto.

2.5. BAIRRO ALTO

Com seus rios, cachoeiras e densa vegetação, se consolidou como área de lazer e caminhadas ecológicas, não só pelos seus apelos naturais, mas pelo interesse histórico, como as ruínas da antiga Usina Cotia, pelo lugar onde teve início a colonização Japonesa no Paraná,  ou ainda, pelas inúmeras trilhas, como a da Conceição que antigamente fazia a ligação entre o local e Apiaí/São Paulo e cujos trechos remanescentes permitem que se percorra o trajeto entre a Represa do Capivari e o Bairro Alto.

2.6. ALUGAR UMA BIKE

Antonina é uma cidade facilmente explorável de bicicleta. Após muita luta, consegui uma empresa, a NinaBike com atendimento nota 10 e preço justo. R$ 50,00 a diária, entregou na pousada e resolveu alguns problemas como pneu furado, por exemplo. Eles fazem cicloturismo também. Veja mais no Instagram ou Facebook. Mencione que viu no Fuiporaiblog.

3) ONDE COMER

Antonina tem uma variedade de locais para ir dentro, obviamente, do tamanho da cidade. Aconselho o restaurante Brisa do Mar, o qual serve buffet ao meio dia e aberto também sextas e sábados à noite e com uma vista para a baía de Antonina. R$ 25,00 buffet livre por pessoa.

O restaurante Buganvil serve o tradicional barreado. Abrindo sexta, sábado e domingo para almoço. Endereço: Av. Conde Matarazzo, 721.

O LeBitrô traz rodízio de frutos do mar além de pratos a la carte. Possui vista para a baía de Antonina. Endereço: Tv. Vitório Carraro, 25 – centro.

Panificadora Maná, onde você encontra salgados, doces, cafés, sucos bons e a preço justo. Avisando que fecha cedo, 19h. Fica bem na rua principal do centro histórico. Endereço: R. Quinze de Novembro, 186.

O Espaço Ruínas também traz café coado na hora, alguns salgados e pouca variedade de doces e bolos, mas o local é bem interessante pela decoração. Endereço: Heitor soares gomes 56 – centro.

Além de restaurantes você encontra várias pizzarias, hamburguerias pela rua Dr. Carlos Gomes da Costa e alguns carrinhos de cachorro quente pela Praça Macedo, que realmente valem a pena.

4) ONDE FICAR

Você encontra em Antonina acomodações caras e bem acessíveis. Ótimas pousadas. Fiquei na Hospedaria da Praça a qual fica bem ao entorno da Praça Macedo, portanto centro e fácil locomoção. Local calmo, acomodações ótimas, limpas, um ótimo café da manhã do estilo café da manhã caseiro e variado, piscina no local e sem contar a simpatia de funcionários e proprietários. Endereço: Praça Cel. Macedo, 11.

Além da Hospedaria da Praça, você poderá ficar também na Pousada das Laranjeiras a qual também fica no centro histórico e de fácil acesso a outras partes da cidade. Endereço: R. Ermelino de Leão, 94 – Centro.

Outra opção é o Gamboa Capela Hotel com restaurante e bem em frente à Igreja Matriz no centro. Endereço:  R. Valê Pôrto, 208 – Centro.

Ótima sugestão também é o Hotel Capelista, com 52 anos de tradição na cidade, ambiente familiar e café da manhã de dar água na boca e forma para explorar a cidade. Ele está localizado próximo à estação ferroviária e portanto, central. Vejo no site aqui mais informações e contato para reservas.

Agora você tem um roteiro completo para visitar a cidade de Antonina.

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