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Roma além do trivial – Ghetto – O bairro judeu

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Aquele “lado B” de uma cidade que a gente descobre após muitas pesquisas no “tio

Google”

O bairro de Roma chamado Ghetto, é o lugar onde os judeus viveram isoladamente de 1550 até 1870, ano da unificação da Itália.

Alí, no dia 16 de Outubro de 1943, homens, mulheres, idosos e até crianças foram  arrastados e deportados para os campos de concentração nazistas.

Placa em uma parte do bairro onde dá nome a uma praça. A data do terror.

Algumas identificações na entrada de algumas casas, mostram o nome da família que foi levada. Triste recordação.

O bairro mantém suas características originais e desenvolve-se a  ao redor  do Portico d’Ottavia ( em reforma dez 2016). O monumento, construído no século II d. C., abrangia os templos de Juno e Júpiter, a Curia e duas bibliotecas. Mas entre os séculos 27 e 23 a.C. foi completamente reconstruída por Augusto, que  dedicou-o a sua irmã Otávia e, na idade média, serviu como mercado de peixe.

Além do Pórtico, temos uma construção que lembra muito o Coliseu de Roma. Esse local é chamado Teatro di Marcello  o qual foi iniciado por Julius Caesar para ofuscar a reputação do Teatro di Pompeo, seu oponente político histórico, Mas foi completada por Augusto, que o dedicou a seu sobrinho favorito, Marcello.

Seguindo pela rua principal do bairro, a Via del Pórtico d’Ottavia, encontramos um calçadão com várias lojas de roupas, souvenirs e uma concentração de bares, cafés e restaurante comida Kosher (É a forma como a cultura judaica determina que seja sua alimentação. As origens dessas normas foram extraídas do Torá, que é seu livro sagrado. O significado é “adequado”. Conforme a tradução, também poderemos encontrar como sinônimo a palavra “permitido”. Alimentação  sendo utilizada dentro do kashrut, um conjunto de deveres alimentares estabelecidos pela lei judaica). Obrigado pela ajuda, Dóris! 🙂

Outro ponto interessante do bairro também é a Fontane delle Tartarughe, ou fonte das tartarugas.na Piazza Mattei.

Construída no século XVI por Giacomo della Porta, mostra quatro crianças que levantam os braços para ajudar algumas tartarugas a mergulhar na jazida superior.
Dizem que as estátuas de bronze foram feitas por Taddeo Landini em uma noite somente, encomendada pelo duque Mattei que, tendo desperdiçado seu patrimônio no jogo e por isso arriscando a perda de sua namorada, queria provar para o pai dela que ainda podia realizar grandes empreendimentos.

No Lungotevere de’ Cenci, em frente à isola Tiberina, encontra-se a sinagoga, lugar de oração, mas também um marco cultural fundamental da cidade.
O prédio foi construído entre 1901 e 1904, depois da unificação da Itália (1870), quando Vittorio Emanuele II fez com que demolissem e reconstruíssem o gueto romano e concedeu cidadania aos judeus italianos.
Inspirado pelas formas babilônico-assírio, foi erguido entre os dois dos principais símbolos da recém conquistada liberdade romana: o Capitólio, sede do Município, e a colina do Janículo, emblema das batalhas do Risorgimento..
No lado esquerdo da fachada, você ainda pode ver as cicatrizes deixadas pelo ataque de 9 Outubro de 1982 pelos terroristas da OLP, a Organização pela Libertação da Palestina, que feriu 40 pessoas e a matou uma criança de dois anos.
Ao lado da sinagoga, o complexo monumental do Templo Maggiore, acolhe o Museu Judaico de Roma que engloba o patrimônio histórico, cultural e artística.
Nas sete salas de exposição, Inauguradas em 1960, podemos ver tecidos provenientes de todas as partes da Europa, pergaminhos iluminados e prataria romana do século XVIII.

Mas onde fica esse bairro?

Você consegue ir a pé desde o Teatro Massimo ou Coliseu..uns 15 minutos caminhando em direção ao Rio e a Trastevere.

Gostou do bairro? 🙂

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2 comentários sobre “Roma além do trivial – Ghetto – O bairro judeu

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